domingo, 30 de dezembro de 2012
Em 2012...
...Eu tive três cores diferentes de cabelo. Em 2012 eu comecei com ele comprido, depois cortei bem curtinho, e agora eles está crescendo de novo. Em 2012 resolvi mudar o jeito que eu me vestia porque eu parecia uma pirralha de 7 anos. O que não adiantou nada porque ainda tenho jeito de pirralha de 7 anos e independente do que eu vestir, vou continuar parecendo assim. Em 2011 prestei uma prova para entrar na escola em que sempre quis estudar, e não consegui. Em 2012 eu prestei de novo a prova, e entrei na escola em terceiro lugar. Em 2012 eu mudei de escola e não cai na sala dos meus amigos, e muito menos gostei da sala em que cai. Mas em 2012, resolvi dar uma chance às novas pessoas, deixei a timidez de lado, e acabei fazendo novos amigos na minha sala, que aliás são muito mais esquisitos e são tão legais quanto os amigos da sala em que eu gostaria de ter caído. Em 2012 recebi dois novos membros da familia, ao mesmo passo em que perdi um membro muito querido.
Em 2012, terminei um namoro, comecei um novo, e terminei de novo, e aprendi que mesmo depois de ter sofrido, e me acabado, e ter tentado me matar com uma colher de madeira, a vida continua, e temos que seguir em frente sempre. Em 2012 aprendi que todos esses meus relacionamentos fracassados, não foram tão fracassados assim. Aprendi que na verdade eles me ajudaram muito a amadurecer e a aprender que nem tudo é perfeito, mas podemos chegar bem perto. E que pode tudo estar perdido, mas podemos tentar. E que nem sempre ''tentar'', significa ''vencer''. Mas sim, significa ''superar'' e ''fortalecer''. Em 2012 aprendi que nunca estarei sozinha, pois apesar de tudo, sempre terei meus amigos para me apoiar e me ajudar.
Em 2012 descobri que eventos de anime tendem a piorar com o tempo. Que vou continuar odiando química pelo resto da vida, e que não importa o que eu faça, continuarei perdendo muitos amigos queridos pelo caminho. Em 2012 aprendi a falar alemão, a ler a sorte pela mão e li mais livros do que no ano passado. Em 2012 eu fiz academia por dois meses e depois parei por falta de dinheiro e um pouco de preguiça, também.
Em 2012 aprendi que muitas pessoas vão tentar tirar meu sono, colocar culpa em meus ombros, e fazer eu desisitir dos meus sonhos. Mas a graça é mostrar para eles que o que importa é que você acredita em si mesmo, na sua própria palavra, e por causa disso vai conseguir deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo. Não podemos ligar para a opinião alheia.
Em 2012 andei por São Paulo inteira porque fiz muitos amigos que moram longe, ou moram em outra cidade. Em 2012 aprendi a pegar ônibus intermunicipal e aprendi a não me perder (muito) na estação do Tietê e da Armênia.
Em 2012 vi o mundo acabar e recomeçar do zero, junto comigo. Em 2012 eu não pude doar as roupas velhas como faço todo ano, mas nunca deixei de sorrir para as pessoas da rua e desejar ''Bom Dia'' para os vizinhos. Em 2012 eu disse ''Sinto muito'', ''Eu te amo'', ''Eu te odeio'', e ''Espero que você seja feliz daqui pra frente''. Em 2012 eu ajudei minhas amigas com seus relacionamentos, e também fui muito ajudada por elas. Em 2012 eu me apaixonei, eu me decepcionei, eu desmoronei, e renasci.
Em 2012 eu viajei para fora de São Paulo pela primeira vez, fui em um cinema caro e 3D de Alphaville, e vi pessoas fazendo stripper no karaokê do meu aniversário. Em 2012 descobri que apesar de nem ter tanto amigos assim, eu tenho o melhores amigos que poderia desejar. E também aprendi que deveria ser mais sensível com eles, ao mesmo passo que eles também deveriam ser mais sensíveis comigo.
Em 2012 eu sambei, fui no show do Rise Against, e não fui na virada cultural por pura preguiça, mesmo.
Em 2012 faltei no aniversário da minha melhor amiga por causa de uma doença que peguei um dia antes, e espero que ela me perdoe por não ter estado lá. Em 2012 eu dei um tapa com uma pasta na nuca do meu melhor amigo porque ele não parava de me encher o saco, e espero que ele me perdoe por isso também. Em 2012 eu bati em muita gente, acidentalmente. E magoei muita gente sem querer. E espero que todas essas pessoas me perdoem algum dia por eu não conseguir ser ninguém além dessa idiota que sou.
Em 2012 eu cai da escada, cai nas carteiras da sala, desmaiei na calçada, desmaiei na escola, ralei o joelho na praia, tropecei e bati a cara no poste, e cai da escada de novo. E estou com tantas cicatrizes que se eu fosse fazer uma tatuagem em cada uma delas, eu viraria o Travis.
Em 2012 eu escrevi textos lindos e só não tirei 10 porque a vaca da professora disse que estavam muito compridos, assim como este que estou fazendo agora. Mas é só porque eu gostaria de deixar claro que 2012 pode não ter sido o meu melhor ano. Posso ter caído demais, me apaixonado demais, me esforçado demais, e posso nem ter viajado tanto quanto eu queria. Mas 2012 foi um ano que me marcou muito. Porque 2012 fez eu crescer e 2012 fez eu querer levantar para dizer ''Olhem! Eu continuo querendo tentar!''.
Porque esse foi o ano das descobertas, aventuras, e decepções amorosas que foram e não foram tão decepcionantes. Porque 2012 foi um ano ruim, mas também foi um ano muito bom.
E no dia primeiro de Janeiro, a meia noite, estarei vestindo um vestido branco e desejando que 2013 seja um ano melhor ainda. Desejando que eu posso continuar caindo feito uma tonta, e continuar não conseguindo tudo de primeira, e continuar não encontrando meu príncipe encantado. Mas quero que 2013 me traga tanta força quanto 2012 me trouxe.
Quero que chova no primeiro dia de 2013, para que a chuva leve embora todas as mágoas que 2012 me trouxe, e só deixe em mim o que eu tive de bom. Quero que 2013 me aproxime de meus bons amigos, e me deixe bem longe de quem não presta.
E o mais importante: Que 2013 seja tão querido para mim, quanto 2012 foi.
Feliz Ano Novo!
sábado, 22 de dezembro de 2012
Você pode...
... Enxergar o dia 21/12/12 de duas formas: Como o fim do mundo, ou como o começo de um novo mundo.
No dia 21/12/12, meu mundo finalmente chegou ao fim. E com ele, acabaram minhas alegrias, meus momentos felizes, e muitas memórias que guardarei com muito carinho no meu coração. Mas também acabaram minhas frustrações, minhas inseguranças e minhas mágoas. Foi tanta coisa ruim levada embora, que acabei ficando só com as boas, e tenho certeza de que ficarei bem desse jeito.
No dia 21/12/12, apesar de todas as piscinas olímpicas que chorei no último mês, não rolou uma só lágrima pelo meu rosto. Porque eu estava aliviada, e estava feliz por nada ter acabado como eu esperava. Como apenas mais um final trágico de um belo mundo. No final, tudo acabou tão bem, que esse final só me fortaleceu mais ainda, e meu deu mais vontade ainda de me levantar e continuar.
No dia 21/12/12, aprendi a ser fênix: Aprendi que depois de morrer queimada, e sofrer tanto por isso, você deve renascer ainda mais forte das próprias cinzas. Você deve expulsar tudo o que tinha de ruim da sua vida, e continuar levando apenas as boas. Para que nada mais te atrapalhe de agora em diante.
Você pode enxergar o fim do mundo de várias formas. Mas no dia 21/12/12, tudo o que enxerguei e consegui contemplar, foi o começo de um novo mundo, só meu. E no final, nem foi tão ruim assim.
Os maias não erraram. Só esqueceram de dizer que depois de todo final de mundo, sempre vem um novo mundo, prontinho para recomeçar com o pé direito.
Esqueceram de dizer que depois de toda chuva forte, o tempo sempre abre sem nuvens...
No dia 21/12/12, meu mundo finalmente chegou ao fim. E com ele, acabaram minhas alegrias, meus momentos felizes, e muitas memórias que guardarei com muito carinho no meu coração. Mas também acabaram minhas frustrações, minhas inseguranças e minhas mágoas. Foi tanta coisa ruim levada embora, que acabei ficando só com as boas, e tenho certeza de que ficarei bem desse jeito.
No dia 21/12/12, apesar de todas as piscinas olímpicas que chorei no último mês, não rolou uma só lágrima pelo meu rosto. Porque eu estava aliviada, e estava feliz por nada ter acabado como eu esperava. Como apenas mais um final trágico de um belo mundo. No final, tudo acabou tão bem, que esse final só me fortaleceu mais ainda, e meu deu mais vontade ainda de me levantar e continuar.
No dia 21/12/12, aprendi a ser fênix: Aprendi que depois de morrer queimada, e sofrer tanto por isso, você deve renascer ainda mais forte das próprias cinzas. Você deve expulsar tudo o que tinha de ruim da sua vida, e continuar levando apenas as boas. Para que nada mais te atrapalhe de agora em diante.
Você pode enxergar o fim do mundo de várias formas. Mas no dia 21/12/12, tudo o que enxerguei e consegui contemplar, foi o começo de um novo mundo, só meu. E no final, nem foi tão ruim assim.
Os maias não erraram. Só esqueceram de dizer que depois de todo final de mundo, sempre vem um novo mundo, prontinho para recomeçar com o pé direito.
Esqueceram de dizer que depois de toda chuva forte, o tempo sempre abre sem nuvens...
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
E ai...
... Eu estava em casa, sem muito o que fazer, e resolvi abrir a geladeira pra procurar um pouco de sorvete. E eu procurei e procurei e finalmente encontrei o pote de sorvete atrás de tudo o que tinha no congelador. Incluindo um frango congelado e uma garrafa de vodka barata. E eu pensei: ''Puts. Se esse pote estava realmente atrás de toda essa porcaria, deve ser por uma boa causa. Não deve ser sorvete. Deve ser feijão congelado. Eca. Mas e se for sorvete...? Não. É feijão. Certeza. Não quero nem tentar ver o que é pra não levar uma baforada de feijão na cara. Deixa quieto''. E fui pro meu quarto.
Quando chegou a noite, e minha mãe voltou, fui na sala cumprimentar ela, e ela estava tomando sorvete. Ela disse: ''Jacque, achei que você fosse comer o resto de sorvete que tinha. Esse era o último pedaço''. É, eu sou uma idiota. Fiquei com tanta raiva que perdi o último pedaço de sorvete por frescura, por receio de levar uma baforada de feijão na cara...
Até que comecei a relacionar isso com minha vida. E comecei a pensar em quantas amizades, chances e relacionamentos eu, ou outras pessoas, já podem ter perdido com medo de errar. Com medo de algo dar errado e por medo de arrependimentos. E também quantas pessoas podem ter perdido coisas realmente incríveis por puro medo. Eu não sou o tipo de pessoa que desperdiça chances. Prefiro sair perdendo, mas ao menos ter tentado ao máximo que podia. Mas dessa vez, não. Dessa vez tive receio de tentar, e perdi uma chance incrível.
Claro, você não deve dizer ''sim'' para todas as oportunidades que aparecem diante de você. Existem limites para isso. Mas as pessoas deveriam aprender a tentar mais. A ter menos medo de tentar viver , e mais medo de deixar as coisas boas da vida passarem porque você não queria levar uma baforada de feijão na cara.
Se tem uma lição que minha história cômica e idiota pode passar agora, para vocês, é: Não tenha medo de tentar. Tenha medo de não ter nem tentado, e do que você perdeu por não tentar. Não se reprima. Não se martirize. Não se arrependa de suas escolhas. Nem mesmo das erradas. Elas fazem você crescer. Elas fazem de você, que você é hoje. E com a vida que você leva hoje.
Não desperdice o sorvete que pode estar escondido.
Não tenha medo de levar uma baforada de feijão na cara...
Quando chegou a noite, e minha mãe voltou, fui na sala cumprimentar ela, e ela estava tomando sorvete. Ela disse: ''Jacque, achei que você fosse comer o resto de sorvete que tinha. Esse era o último pedaço''. É, eu sou uma idiota. Fiquei com tanta raiva que perdi o último pedaço de sorvete por frescura, por receio de levar uma baforada de feijão na cara...
Até que comecei a relacionar isso com minha vida. E comecei a pensar em quantas amizades, chances e relacionamentos eu, ou outras pessoas, já podem ter perdido com medo de errar. Com medo de algo dar errado e por medo de arrependimentos. E também quantas pessoas podem ter perdido coisas realmente incríveis por puro medo. Eu não sou o tipo de pessoa que desperdiça chances. Prefiro sair perdendo, mas ao menos ter tentado ao máximo que podia. Mas dessa vez, não. Dessa vez tive receio de tentar, e perdi uma chance incrível.
Claro, você não deve dizer ''sim'' para todas as oportunidades que aparecem diante de você. Existem limites para isso. Mas as pessoas deveriam aprender a tentar mais. A ter menos medo de tentar viver , e mais medo de deixar as coisas boas da vida passarem porque você não queria levar uma baforada de feijão na cara.
Se tem uma lição que minha história cômica e idiota pode passar agora, para vocês, é: Não tenha medo de tentar. Tenha medo de não ter nem tentado, e do que você perdeu por não tentar. Não se reprima. Não se martirize. Não se arrependa de suas escolhas. Nem mesmo das erradas. Elas fazem você crescer. Elas fazem de você, que você é hoje. E com a vida que você leva hoje.
Não desperdice o sorvete que pode estar escondido.
Não tenha medo de levar uma baforada de feijão na cara...
domingo, 16 de dezembro de 2012
''– Quero lasanha!
Aquele anteprojeto de mulher – quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia – entrou decidido no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada – lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
- Você come camarão e eu como lasanha.
O garçom aproximou-se, e ela foi logo instruindo:
- Quero uma lasanha.
O pai corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada.
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
- O senhor providenciou a fritada?
- Já, sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê um chinite, e pra ela… O que é que você quer, meu anjo?
- Uma lasanha.
- Traz um suco de laranja pra ela.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, heim? – comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. – Sábado que vem, a gente repete… Combinado?
- Agora a lasanha, não é, papai?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
- Eu e você, tá?
- Meu amor, eu…
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí, um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultra-jovem.”
( Carlos Drummond de Andrade )
Tem coisas...
...Que as pessoas deveriam me impedir de fazer.
E isso, era uma delas.
Acho que é o suficiente para um post só.
E isso, era uma delas.
Maturidade...
... Não é nos lamentarmos por nossos erros e tentarmos esquecê-los. Maturidade é aceitá-los, aprender com eles, nos redimir, e continuar carregando essas correntes conosco para que nunca mais erremos novamente.
Maturidade é tirar tudo o que há de negativo em nossas vidas, e transformar em algo bom e produtivo. Mesmo que tenha sido um erro muito grande.
E mesmo que não possamos lidar tão bem com ele, é nunca parar de tentar seguir em frente.
Maturidade é admitir que estamos errados, e tentarmos mudar isso.
Maturidade é conseguir evoluir por conta própria.
Maturidade é tirar tudo o que há de negativo em nossas vidas, e transformar em algo bom e produtivo. Mesmo que tenha sido um erro muito grande.
E mesmo que não possamos lidar tão bem com ele, é nunca parar de tentar seguir em frente.
Maturidade é admitir que estamos errados, e tentarmos mudar isso.
Maturidade é conseguir evoluir por conta própria.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Hoje, quando eu estava no carro...
... Olhando a chuva cair, tive a sensação de que todas as minhas mágoas foram levadas pela água que escorria pela janela. Estava pensando em como isso ia acabar, e se ia acabar como da última vez, e tive uma breve epifania.
Lembrei-me do amor. Na verdade, de todos eles. De todos os momentos bons que passei, não só com você, mas com outros amores. Lembrei-me perfeitamente de cada toque, cada beijo, cada riso, cada abraço, e senti como se estivesse sendo acolhida pela minha própria dor. Mas naquele momento, não pareceu-me dor. Parecia... Alegria. Uma alegria que eu não sentia a muito tempo.
Pensei em todos aqueles que me acompanharam, que foram meus cavaleiros leais e que tentaram, nem que um pouco, me entender. Tentaram criar uma vida, um mundo comigo.
E mesmo que todos esses mundos não tenham dado certo, lembrei-me de como foi bom ter pelo menos tentado. Mesmo com tudo acabando mal.
Percebi então, que nenhum deles tinha nada em comum. Cada um tinha seu próprio jeito, suas próprias manias, nenhum deles tinha nada em comum. E estranhando isso, e tentando achar um objeto em comum, finalmente percebi: Eu. Eu era aquilo que todos tinham em comum. A única coisa que unia todos eles em um só ponto, era eu. E com isso percebi também, que cada relacionamento deu certo por um tempo, justamente porque eu estava lá, não por eles. Porque eu sempre tentei parar com as brigas de todos, eu sempre tentei ser a namorada perfeita, eu sempre estive lá para eles. E também percebi, que sempre que esses relacionamentos acabavam, eu estava sempre bem, e eles sempre mal.
Foi quando uma pequena gota de chuva rolou pela janela. Eu era a chave da felicidade em um relacionamento. Eu não precisava de, especificadamente, um deles para ser feliz. Porque no final, fui feliz com pessoas diferentes. Vocês conseguem me entender? Eu só fui feliz porque eu quis. Não porque eles quiseram ou tentaram. Eu fui feliz por mim. E a cada raciocínio sobre esse pensamento que eu tinha ia se seguindo, era como se várias gotinhas de chuva iam acompanhando aquela primeira.
Finalmente percebi. Aquilo que todos procuram entender e muitos só percebem na velhice e depois de anos de casamentos acabados. Finalmente eu tinha compreendido a chave para a felicidade eterna em um relacionamento. Finalmente parei de lamentar por tudo o que nós tínhamos ter acabado, e comecei a lamentar pelo o que VOCÊ tinha comigo, ter acabado.
Sou eu. Eu sou a chave de um relacionamento feliz. Enquanto eu estiver em um relacionamento sério comigo mesma, sempre serei feliz. Não importa que eu fique sozinha por anos, a procura de um novo companheiro de aventuras. Porque até lá, eu serei minha própria companheira, e só isso basta. E não importa quem seja o próximo que eu deixe entrar em meu coração, porque ele com certeza não terá nada em comum com os outros, além de mim e de minha felicidade por tentar dar á alguém o prazer de tentar comigo.
Assim, abri um sorriso meio bobo, no meio daquela chuva caótica que caia e batia contra a janela do carro. Me senti tão cheia de alegria, tão revigorada, com tanto amor por mim mesma, que não pude evitar de sorrir.
Eu não tenho mais medo do que você responderá para mim. Agora sei que algum dia voltaremos a ser amigos, e toda essa chuva vai passar, e vamos nos abraçar como se nada tivesse acontecido. E até esse dia, talvez até antes, bem antes, meu coração já estará curado de você. Porque a menina que mora aqui dentro é forte. Ela já aguentou muitos machucados de outros além de você, e com certeza vai aguentar mais esse. Porque agora, finalmente, encontrei a felicidade que todos procuram em um relacionamento.
Só lamento por você não ter mais essa menina. Ela é foda demais pra qualquer um que já a teve. E é uma pena que ela só tenha percebido isso agora, mas... Antes tarde do que nunca, certo?
Lembrei-me do amor. Na verdade, de todos eles. De todos os momentos bons que passei, não só com você, mas com outros amores. Lembrei-me perfeitamente de cada toque, cada beijo, cada riso, cada abraço, e senti como se estivesse sendo acolhida pela minha própria dor. Mas naquele momento, não pareceu-me dor. Parecia... Alegria. Uma alegria que eu não sentia a muito tempo.
Pensei em todos aqueles que me acompanharam, que foram meus cavaleiros leais e que tentaram, nem que um pouco, me entender. Tentaram criar uma vida, um mundo comigo.
E mesmo que todos esses mundos não tenham dado certo, lembrei-me de como foi bom ter pelo menos tentado. Mesmo com tudo acabando mal.
Percebi então, que nenhum deles tinha nada em comum. Cada um tinha seu próprio jeito, suas próprias manias, nenhum deles tinha nada em comum. E estranhando isso, e tentando achar um objeto em comum, finalmente percebi: Eu. Eu era aquilo que todos tinham em comum. A única coisa que unia todos eles em um só ponto, era eu. E com isso percebi também, que cada relacionamento deu certo por um tempo, justamente porque eu estava lá, não por eles. Porque eu sempre tentei parar com as brigas de todos, eu sempre tentei ser a namorada perfeita, eu sempre estive lá para eles. E também percebi, que sempre que esses relacionamentos acabavam, eu estava sempre bem, e eles sempre mal.
Foi quando uma pequena gota de chuva rolou pela janela. Eu era a chave da felicidade em um relacionamento. Eu não precisava de, especificadamente, um deles para ser feliz. Porque no final, fui feliz com pessoas diferentes. Vocês conseguem me entender? Eu só fui feliz porque eu quis. Não porque eles quiseram ou tentaram. Eu fui feliz por mim. E a cada raciocínio sobre esse pensamento que eu tinha ia se seguindo, era como se várias gotinhas de chuva iam acompanhando aquela primeira.
Finalmente percebi. Aquilo que todos procuram entender e muitos só percebem na velhice e depois de anos de casamentos acabados. Finalmente eu tinha compreendido a chave para a felicidade eterna em um relacionamento. Finalmente parei de lamentar por tudo o que nós tínhamos ter acabado, e comecei a lamentar pelo o que VOCÊ tinha comigo, ter acabado.
Sou eu. Eu sou a chave de um relacionamento feliz. Enquanto eu estiver em um relacionamento sério comigo mesma, sempre serei feliz. Não importa que eu fique sozinha por anos, a procura de um novo companheiro de aventuras. Porque até lá, eu serei minha própria companheira, e só isso basta. E não importa quem seja o próximo que eu deixe entrar em meu coração, porque ele com certeza não terá nada em comum com os outros, além de mim e de minha felicidade por tentar dar á alguém o prazer de tentar comigo.
Assim, abri um sorriso meio bobo, no meio daquela chuva caótica que caia e batia contra a janela do carro. Me senti tão cheia de alegria, tão revigorada, com tanto amor por mim mesma, que não pude evitar de sorrir.
Eu não tenho mais medo do que você responderá para mim. Agora sei que algum dia voltaremos a ser amigos, e toda essa chuva vai passar, e vamos nos abraçar como se nada tivesse acontecido. E até esse dia, talvez até antes, bem antes, meu coração já estará curado de você. Porque a menina que mora aqui dentro é forte. Ela já aguentou muitos machucados de outros além de você, e com certeza vai aguentar mais esse. Porque agora, finalmente, encontrei a felicidade que todos procuram em um relacionamento.
Só lamento por você não ter mais essa menina. Ela é foda demais pra qualquer um que já a teve. E é uma pena que ela só tenha percebido isso agora, mas... Antes tarde do que nunca, certo?
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Vocês já sentiram...
... Um gosto metálico na boca? Como se tivessem tentado lamber uma chave?
Nessas últimas semanas tenho tentado me recompor daquilo que eu chamo de ''Meu bom e velho amigo: Coração Partido''. Se você e já teve essa doença, você com certeza sabe do que estou falando. Você passa dias chorando, desejando que nada daquilo tivesse acontecido, que você e pudesse voltar no tempo para consertar tudo, e de repente está ouvindo músicas do Johnny Cash e desejando que nunca tivesse nascido.
Ou pelo menos para alguns é assim. Johnny Cash me soa meio deprimente demais. Eu ouço Beatles quando estou triste. E nesses últimos dias, eu tenho ouvido Beatles demais.
Eu sou uma pessoa que odeia admitir quando está chateada. Não só pelo fato de odiar ter que contar a mesma longa e cansativa história de como tudo virou de ponta cabeça e ''de repente ele não quis mais'', como também de não gostar de me lembrar disso. Porque toda vez que tenho que contar essa mesma história para várias pessoas, mais eu vou percebendo como tudo acabou de forma tão ridiculamente rápida, e como nem tive a chance de tentar agarrar esse punhado de areia branca que aos poucos ia escorregando por entre meus dedos. Foi rápido demais. Foi triste demais.
Estar de coração partido é triste. E digo isso pela terceira ou quarta vez, e nem por isso com menos dor no coração. Tristeza é algo que é sempre pela primeira vez, porque não importa quantas vezes você se sente triste, é sempre muito mais triste do que da última vez em que você e se entristeceu, ou pelo menos aparenta ser assim.
E toda vez é a mesma coisa. Todos dizem pra você que ficar deprimida, comendo lasanha e assistindo a última temporada de ''How I Meet Your Mother'' não vai curar meu coração. Porque coração não se cura com mais dor ainda. Mas se você pensou que eu diria ''Se cura com alegria'', também errou. Porque não importar quantas coisas doces as pessoas tentem fazer eu mastigar, durante esse tempo frio de solidão profunda, tudo ainda tem o mesmo gosto seco e metálico, como quando você tenta lamber uma chave.
Eu sou uma pessoa salgada. Nunca, nem quando eu era criança, gostei de doces. Nunca gostei de doçuras. Nunca soube apreciar um abraço, um carinho. Odeio qualquer tipo de contato carinhoso com outras pessoas. É por isso que todos vão embora. Não é que eu não saiba amar, mas é porque eu amo do meu jeito. Só consigo me deixar levar por uma paixão depois de anos, e olhe lá. Enquanto eu não tiver plena certeza de que a outra pessoa não me ama, eu não lhe darei nem metade do que posso oferecer. Sou uma pessoa egoísta demais. É como se eu achasse que só eu sou humana. É como se eu quisesse destruir de uma só vez todas as muralhas que você cria para mim, mas quisesse proteger ao máximo minha frágil parede fina. É ridículo.
Mas o amor em si é ridículo.
Um ridículo que continua rasgando meu peito como se eu ainda tivesse um.
Um ridículo que teima e tentar me fazer feliz, me deixando triste.
Amor é um cara que nem sabe que estou escrevendo isso por ele.
E coração partido é o vazio. É o som do silêncio. É um grito contido. É um sabor ruim na boca. Como quando você tenta lamber uma chave...
Nessas últimas semanas tenho tentado me recompor daquilo que eu chamo de ''Meu bom e velho amigo: Coração Partido''. Se você e já teve essa doença, você com certeza sabe do que estou falando. Você passa dias chorando, desejando que nada daquilo tivesse acontecido, que você e pudesse voltar no tempo para consertar tudo, e de repente está ouvindo músicas do Johnny Cash e desejando que nunca tivesse nascido.
Ou pelo menos para alguns é assim. Johnny Cash me soa meio deprimente demais. Eu ouço Beatles quando estou triste. E nesses últimos dias, eu tenho ouvido Beatles demais.
Eu sou uma pessoa que odeia admitir quando está chateada. Não só pelo fato de odiar ter que contar a mesma longa e cansativa história de como tudo virou de ponta cabeça e ''de repente ele não quis mais'', como também de não gostar de me lembrar disso. Porque toda vez que tenho que contar essa mesma história para várias pessoas, mais eu vou percebendo como tudo acabou de forma tão ridiculamente rápida, e como nem tive a chance de tentar agarrar esse punhado de areia branca que aos poucos ia escorregando por entre meus dedos. Foi rápido demais. Foi triste demais.
Estar de coração partido é triste. E digo isso pela terceira ou quarta vez, e nem por isso com menos dor no coração. Tristeza é algo que é sempre pela primeira vez, porque não importa quantas vezes você se sente triste, é sempre muito mais triste do que da última vez em que você e se entristeceu, ou pelo menos aparenta ser assim.
E toda vez é a mesma coisa. Todos dizem pra você que ficar deprimida, comendo lasanha e assistindo a última temporada de ''How I Meet Your Mother'' não vai curar meu coração. Porque coração não se cura com mais dor ainda. Mas se você pensou que eu diria ''Se cura com alegria'', também errou. Porque não importar quantas coisas doces as pessoas tentem fazer eu mastigar, durante esse tempo frio de solidão profunda, tudo ainda tem o mesmo gosto seco e metálico, como quando você tenta lamber uma chave.
Eu sou uma pessoa salgada. Nunca, nem quando eu era criança, gostei de doces. Nunca gostei de doçuras. Nunca soube apreciar um abraço, um carinho. Odeio qualquer tipo de contato carinhoso com outras pessoas. É por isso que todos vão embora. Não é que eu não saiba amar, mas é porque eu amo do meu jeito. Só consigo me deixar levar por uma paixão depois de anos, e olhe lá. Enquanto eu não tiver plena certeza de que a outra pessoa não me ama, eu não lhe darei nem metade do que posso oferecer. Sou uma pessoa egoísta demais. É como se eu achasse que só eu sou humana. É como se eu quisesse destruir de uma só vez todas as muralhas que você cria para mim, mas quisesse proteger ao máximo minha frágil parede fina. É ridículo.
Mas o amor em si é ridículo.
Um ridículo que continua rasgando meu peito como se eu ainda tivesse um.
Um ridículo que teima e tentar me fazer feliz, me deixando triste.
Amor é um cara que nem sabe que estou escrevendo isso por ele.
E coração partido é o vazio. É o som do silêncio. É um grito contido. É um sabor ruim na boca. Como quando você tenta lamber uma chave...
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Aproveitando que estamos aqui,
Queria compartilhar com vocês o último desenho que fiz:
É a Mashiro Shiina de Sakurasou no Pet na Kanojo. É um anime muito bonitinho e engraçado, eu recomendo ^^
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